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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

CAZIMI

Mais uma respiração decidida e eu adentro seu quarto,
vendo-a inspirada vestir aquele básico… 
… instinto
(sem piscar os olhos acompanhando sua maquiagem borrar de sangue o Preto & Branco dos meus sentidos)

Suas costas a mostra é um filme Noir, e eu assisto
(reflexo com a mesma atenção sem deslize que um espelho pode dar)
O V divertido desfila bailarinas pernas… hum… símbolo que conquisto só de fitar

Esses piercings ad(e/o)rnando o coração – acessório de atrair vizinhos vícios – 
Pinta de anos 50 os cílios
Entendo essa caligrafia desse seu corpo todo, mesmo se estiver na grécia, em grego;ou se não; tatoo, nada escrito

Seus lábios nesse vai e vem…
… esse vai e vem de seus lábios…
Prende o cabelo com meus segundos
Na silhueta da calcinha invisto minha malícia não contida
Unhas nudistas nos pezinhos desnudos

Mãos mirando convidativos ombros, 
onde dedos meus querem se emoldurar
Pele que atrai a minha, [boca] de mordiscar
Covinhas já desenhadinhas
(ao som da libido e do mar)
Libertou as paredes? Não as vejo! Prazer onde voyeur a desejo

Pozinho para apagar um pouco o fogo do seu rosto
Sexy como o sorriso de acabar o que estava pronto
Retoma/o o folego; toda produzida
Para o poeta foi esperança; abriu a caixa 
com cores/na sombra…/um lápis… 
permaneceu poesia

Orquídea selvagem plantada de salto alto no jardim errado
Brinco nos seus ouvidos invertendo o ar
Por todos os lados provocante é seu olhar
Descrevo, não disfarcei;
dançando sobre a má ideia de te desarrumar


Coelhovermelho

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